Algodão: investimento privado está perto do sonho e da realidade

Por Egídio Serpa, egidio.serpa@svm.com.br 06:03 / 20 de Maio de 2020 ATUALIZADO ÀS 06:35

O Ceará, que já foi líder da cotonicultura no Nordeste, trabalha para a retomada dessa atividade, mobilizando pequenos produtores do Sertão Central. Mas em Limoeiro do Norte uma empresa investe em área de 10 mil hectares.

Estão crescendo a área cultivada e a produção de algodão no Estado do Ceará, que, nos anos 50 e 60 do século passado, chegou a liderar a cotonicultura no Nordeste, produzindo até 150 mil toneladas/ano de pluma, boa parte da qual para a exportação.

Depois, veio na mala de algum agente secreto norte-americano o vírus do bicudo, um inseto que simplesmente liquidou o algodoeiro cearense e nordestino.

Hoje, a cotonicultura tecnológica e de larga escala do Brasil se dá no Centro-Oeste e no Oeste da Bahia, com bons e crescentes registros no Sudeste do Maranhão e do Piauí.

Mas o Ceará, persistente, quer retomar a liderança regional.

Para isso, investe em um projeto que, desde 2018, mostra sinais de crescimento.

Em 2018, foram cultivados 30 hectares (um nada em comparação com o Centro-Oeste); em 2019, foram 830 hectares; neste ano de 2020, a área plantada prevista é de 2.300 hectares, envolvendo apenas pequenos produtores, principalmente da região do Sertão Central (Quixeramobim, Quixadá e Senador Pompeu como áreas destacadas).

Mas esta coluna pode informar que, sem apoio do poder público, investindo recursos próprios, uma empresa privada – que insiste em manter-se no anonimato – está a cultivar, neste momento, na zona rural de Limoeiro do Norte, mais de 10 mil hectares de sementes selecionadas de algodão, desenvolvidas pela Embrapa.

Esse empreendimento, segundo apurou a coluna, está usando tecnologia semelhante à utilizada pelos cotonicultores da região Centro-Oeste do País e do Oeste da Bahia para tornar o Ceará autossuficiente nesse setor.

O grupo que empreende em Limoeiro do Norte – um dos maiores da indústria têxtil do Ceará – deseja verticalizar sua atividade.

E para isto aliou-se à Embrapa.

UM HOMEM JUSTO

Vítima da Covid-19, faleceu ontem o professor doutor Sérgio Armando de Sá e Benevides, dos quadros da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Era um dos poucos especialistas brasileiros na gestão de pavimentos, tornando-se doutor nessa área pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Um homem bom e justo segundo a doutrina cristã, ou seja, ajustado à vontade de Deus, Sérgio Benevides foi pai de quatro filhos (Inês, Serginho, Ana Cintia e o cantor Paulo José), avô de 11 netos e amigo de multidões.

Hoje, ele recebe – como diz o apóstolo Paulo – “a coroa da Justiça, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vida” (II Timóteo 3, 7-8).

À sua mulher, Maria Inês Serpa Benevides, e a toda família dele os sentimentos de pesar desta coluna, que testemunhou o êxito de vários dos seus projetos técnicos.

OPINIÃO

Um muito importante secretário do Governo do Ceará emitiu – por uma rede social – sua infeliz opinião sobre a atividade agropecuária no Ceará.

Ele escreveu:

“Agro é grilagem de terras. Agro é agrotóxicos”.

Um produtor de banana no Cariri e um agroindustrial no Pecém estão dando adeus ao Ceará.

Vão procurar quem os quer com sua tecnologia, com seus investimentos e com seus empregos.

ILUMINADO

Esta coluna,com alegria, informa que o Serviço de Iluminação Pública da Prefeitura de Fortaleza trocou ontem o sensor da lâmpada fincada em um poste da Enel  localizado em frente ao número 1441 da Rua Joaquim Nabuco.

O sensor fora danificado por galhos de uma árvore que cresceu e atingiu aquele equipamento.

Agora, a área voltou a ficar iluminada.

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