Atividade turística do Ceará foi a que mais cresceu no País

A alta do turismo no Estado foi de 9,9%, à frente de estados como São Paulo, Pernambuco e Goiás, e acima do resultado para o BrasilPor 

PRAIA DO FUTURO é um dos locais de maior visitação de turistas em Fortaleza
PRAIA DO FUTURO é um dos locais de maior visitação de turistas em Fortaleza

 

Ceará lidera o crescimento de atividades turísticas no Brasil. Segundo a Pesquisa Mensal dos Serviços, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice ficou em 9,9% neste primeiro semestre. Em seguida, aparecem os estados de São Paulo (7,7%), Pernambuco (3%) e Goiás (2,6%). O percentual ainda ficou bem acima da média nacional (3,1%). Nos últimos 12 meses, a alta foi de 12% no Estado.

Para o secretário do Turismo do Estado, Arialdo Pinho, o dado reflete as negociações com as companhias aéreas. “Facilitamos o acesso e divulgamos o Ceará. Queremos continuar nessa política de atração de voos, mas também trabalhar com os destinos turísticos e infraestrutura”, afirma. O secretário Municipal do Turismo, Alexandre Pereira, reitera que o trabalho conjunto com o governo estadual tem somado forças para o turismo cearense. Segundo ele, os investimentos na Capital, como a obra da avenida Beira-Mar, desenham uma boa ambiência.

Segundo o economista Alcântara Macedo, Centro de Eventos, Beach Park e Jericoacoara são grandes atrativos reconhecidos internacionalmente. A ampliação do aeroporto, cita, também é um ponto importante para a infraestrutura. “Um dos nossos vetores é prosperar essa área, aprimorar cada vez mais, fazer treinamentos, rede hoteleira e de restaurante de primeira linha. Temos que treinar mais pessoas que compõem o aparelho, treinar mais guias turísticos, taxistas, garçons”, enumera a necessidade de melhorias.

Marcius Tulius, coordenador do curso técnico em Guia de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), reitera que o aumento de voos internacionais via hub puxou o crescimento no Ceará. Destaca, também, que os eventos refletem nos números, mas pondera que o resultado poderia ter sido ainda melhor.

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“No início do ano, teve a questão da violência, gerou uma expectativa de medo e depois foi contornada. Outro ponto é que se a queda da Avianca estivesse sido resolvida a tempo, esse índice seria ainda maior, somariam os dois impactos internacional e nacional”, avalia.

Ele lembra que ainda há o que expandir, como a desburocratização para a chegada de companhias estrangeiras e a diversificação turística. “Há a necessidade de repensar o modelo de turismo, o único que se fortalece com a praia, o sol e o mar. Precisa de divulgação ainda maior das riquezas em termos de natureza de várias regiões. Com certeza, a gente poderia ampliar o leque”, complementa.

Um exemplo seria aumentar a visibilidade cultural e de patrimônios históricos. “O turista que vai para Canoa Quebrada muitas vezes nem sabe que está passando próximo a uma cidade histórica, como Aracati”, acrescenta, citando também a importância de abrir o Bondinho, em Ubajara, e voltar o olhar para serras como Viçosa do Ceará. Outro ponto é a melhoria na infraestrutura das cidades e capacitação de profissionais para aumentar a qualidade dos serviços.

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