Brasil, em recessão, está na encruzilhada: reabrir ou não a economia

Por Egídio Serpa, egidio.serpa@svm.com.br 06:19 / 27 de Maio de 2020 ATUALIZADO ÀS 06:22

Michael Levitt, professor da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), Prêmio Nobel de Química, disse que o “lockdown” (fechamento das cidades) não tem respaldo científico. A OMS e outros cientistas dizem o contrário.

EGÍDIO SERPA

Egídio Serpa

Está a economia brasileira mergulhando na sua maior e mais severa recessão.

É o resultado – já precificado – de mais de dois meses do que, tecnicamente, se deu o nome de isolamento social, ao qual no Ceará se acrescentou a expressão “rígido”.

A causa é a mesma que danificou, gravemente, a economia de todos os países do mundo: a pandemia do novo coronavírus.

É impossível, hoje, prever quanto tempo durará esta recessão.

Mas é possível estimar que ela custará a vida de milhares de pessoas, a falência de milhares de empresas – principalmente as de micro e pequeno portes – e a destruição de milhões de empregos.

Antes da pandemia, o desemprego no Brasil beirava os 12% da População Economicamente Ativa (PEA). Neste momento, porém, esse porcentual alcança 20%, com viés de alta.

Michael Levitt, professor da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), Prêmio Nobel de Química, disse que o “lockdown” (fechamento das cidades) não tem respaldo científico.

Outros cientistas, porém, disseram o oposto.

No meio desse debate, a Organização Mundial de Saúde (OMS), que, segundo o ex-ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, demorou muito para reconhecer a pandemia do novo conavírus, acena com a possibilidade de uma “nova onda da Covid-19”.

Estamos numa encruzilhada: ou mantemos o isolamento rígido e salvamos a vida das populações das cidades ou, simultaneamente, acionamos o respirador mecânico da economia para livrar da morte milhões de empregos e empresas. 

O rei Salomão, se estivesse aqui, teria a resposta.

RAÇÕES

Informa o Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas no Estado do Ceará (SindiAlimentos):

Suas empresas associadas dispõem agora de um sistema que permite a interação entre elas.

A “Plataforma de Negócios Cruzados” possibilita a criação de uma rede de negócios para a divulgação de empresas, aproximação de empresários, além da venda de produtos.

O sistema, desenvolvido pela empresa Leag Group, opera como uma rede social para empreendimentos da indústria de rações, permitindo o contato com o mercado nacional e internacional, informa o presidente do SindiAlimentos, o jovem empresário André Siqueira.

SAUDADE

Humberto Fontenelle, que ontem nos deixou, foi um dos mais respeitados empresários da indústria do Ceará.

Seus conselhos farão falta aos industriais cearenses, que o ouviam sempre em busca de sua experiência.

OI E CAIXA

Operadora Oi passa a aceitar pagamento de recarga de planos pré-pagos de telefonia móvel por meio do cartão virtual da Caixa Econômica.

O benefício está disponível a usuários da Oi no Ceará que recebem o Auxílio Emergencial do Governo Federal, e aos clientes da Caixa que têm o cartão.

Objetivo: facilitar o serviço de recarga.

INCÊNDIO

Pelo andar do andor, haverá mais fatos políticos nos próximos dias capazes de ampliar as labaredas do incêndio que ameaça as instituições do País.

A operação da Polícia Federal ontem no RJ e em SP são sinais de que a cena da política, que já tem tons graves, se tornará ainda muito mais grave.

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