Covid: Decreto quer reduzir consequências da desobediência civil

Escrito por Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br 06:16 / 16 de Dezembro de 2020. Atualizado às 06:24 / 16 de Dezembro de 2020

É impossível para o Estado controlar a vida e a atividade das pessoas, mas o édito de Camilo Santana é uma advertência: o vírus adora espaços fechados e, mais ainda, abraços, beijos e apertos de mão.

EGÍDIO SERPA

Esta coluna já disse e o repete agora: governar é, também, tomar decisões, quaisquer que elas sejam. 

O governador Camilo Santana foi eleito e depois reeleito por quase 80% do eleitorado cearense que lhe conferiu um mandato para comandar as políticas públicas de educação, segurança, infraestrutura, saneamento e saúde.
 
Desde março deste ano, o Brasil e o mundo – o Ceará no meio – enfrentam uma pandemia virótica, que iniciou, nos últimos 20 dias, uma segunda onda contra a qual todo o cuidado é e será pouco.
 
E desde ontem, por causa do recrudescimento da doença e tendo em vista as festas de fim de ano, que costumam provocar aglomerações, está vigendo decreto do governador que impõe restrições a reuniões festivas natalinas e de reveillon em todos os espaços públicos e privados, incluindo a residência das pessoas.
 
Na prática, o que desejam Camilo Santana e sua responsabilidade governamental é alertar os cearenses para a necessidade de preservarem suas vidas neste novo pico da pandemia.
 
E como fazê-lo? Evitando as aglomerações. 

O vírus da Covid-19 adora espaços fechados e, mais ainda, abraços, beijos e apertos de mão.
 
É impossível para o Estado controlar a vida e as atividades das pessoas, mas é possível, pela persuasão embutida no édito do governador, reduzir ao mínimo as consequências sanitárias da desobediência civil. 

Está certo o governador. 

Mas estarão certos, também, os que, sensatamente, no aconchego e no recesso dos seus lares, celebrarem o Natal de Jesus Cristo e a chegada do Ano Novo.
 
APOSTA

Na avaliação do secretário do Desenvolvimento Econômico, Maia Júnior, os setores têxtil e de confecções do Ceará “estão patinando”.
 
O de calçados “está ampliando seus negócios”.
 
E o de energias renováveis “está subindo”. 

Maia faz aposta firme nas áreas de telecom, logística, saúde, alimentos e bebidas e agronegócio: “Estão crescendo em alta velocidade”, afirma ele.
 
DIAGEO

Dona da cachaça Ypióca e das mais famosas marcas mundiais de uísque, a britânica Diageo acelera as obras de instalação de sua fábrica em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.
 
A previsão é de que a fábrica estará pronta para inauguração no fim de janeiro ou começo de fevereiro. 

Nela, estão sendo investidos R$ 100 milhões.

CASA DOS VENTOS

Boa notícia! O Grupo Casa dos Ventos, do empresário cearense Mário Araripe, inaugurará até o fim de janeiro seu escritório de Fortaleza.
 
Ele está sendo instalado em quase um andar inteiro do edifício BS Design e abrigará não somente os profissionais do seu setor de desenvolvimento de projetos de geração de energias eólica e solar, de que é líder nacional, mas também os da área têxtil.

O grupo empresarial de Mario Araripe tem fábricas de  fiação e tecelagem em Maracanaú, no Ceará, e Valença, na Bahia.

APODI

Informa e esclarece a Companhia de Cimento Apodi sobre nota aqui publicada ontem:
 
O investimento de R$ 230 milhões que a empresa fará ao longo dos próximos 10 anos será voltado para o processo de automação, inteligência artificial, combustíveis alternativos, energias renováveis e outros em equipamentos “para aumento de eficiência de nossas fábricas de cimento no Pecém e em Quixeré”.

Não serão, pois, destinados à ampliação da capacidade produtiva de sua fábrica cimenteira de Pecém, como mencionado aqui.

A fonte da informação equivocou-se.

ENERGIA

Mais uma boa notícia! 

A Ômega, outra grande desenvolvedora de projetos de energias renováveis, conversa com o governo do Ceará sobre investimentos na geografia deste Estado, onde sua concorrente Casa dos Ventos tem investido quase nada, preferindo os ventos e o sol do Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia.

ÁGUA

Iniciado ontem, termina hoje o Água Innovation, seminário que, neste ano, está sendo realizado 100% online por causa da pandemia da Covid-19.

Hoje, quarta-feira, o jovem empresário David Girão, presidente do Instituto Luiz Girão abrirá a programação técnica, moderando o debate sobre o tema “Uma Revolução de Futuro: Compost Barn no Semiárido”, que contará com palestra de Andrew Jones, diretor da Ajagro, uma consultoria gaúcha em pecuária leiteira. 

Carlos Matos Lima, Diretor da Trainer, e Edson Félix, proprietário da Fazenda Baronesa, em Pernambuco, irão compor a mesa do debate. 
 
Com o tema “Soluções Inteligentes para Água, Energia e Produção”, o Água Innovation traça um panorama das soluções de sustentabilidade e eficiência energéticas no contexto da geração distribuída oriunda de fontes renováveis de energia. 

FAEC

Presidida desde 2014 por Flávio Sabóya, a Federação da Agricultura do Ceará (Faec) celebra hoje 55 anos de atividades. Com 50 sindicatos rurais filiados,a Faec, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) presta, desde 2015, assistência técnica ao agricultor cearense, principalmente aos de pequeno porte, ministrando-lhes cursos técnicos que inclui a área de gerenciamento.
 
A Faec e o Senar, ativos parceiros do Ministério da Agricultura, têm uma larga folha de serviços prestados ao setor primário a economia cearense.

ELOGIOS

Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec, foi citado ontem no plenário da Câmara dos Deputados como um dos principais responsáveis pelas duas Medidas Provisórias que serão assinadas amanhã pelo presidente Bolsonaro em Porto Seguro, na Bahia.

Uma resolve o problema das dívidas que, involuntariamente, centenas de empresas incentivadas pelo Finor (Nordeste) e Finam (Amazônia) contraíram com os próprios fundos, cujo total beira os R$ 30 bilhões.

Quem se referiu ao presidente da Fiec com todos os elogios foi o coordenador da bancada do Nordeste, deputado Júlio César, do Piauí.

Com a primeira MP, as dívidas, que pareciam perdidas, serão renegociadas e resgatadas em longo prazo.

A segunda MP renovará a vigência dos fundos constitucionais, incluindo o FNE.

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