CPI agora tem foco único: o Palácio do Planalto

Curioso com a situação de Pazuello, já que o contrato suspeito com a Precisa foi assinado na sua gestão, o blog perguntou a um integrante da cúpula da CPI quais deveriam ser os próximos passos da investigação:

“Esquece Pazuello. Ele agora é periferia. A gente chegou dentro do Palácio. Chegou no presidente. Esse é o foco da CPI nas próximas semanas”, afirmou um dos senadores.

Como o filhotismo é uma das características do governo, um puxadinho do Palácio do Planalto, que atende por Flávio Bolsonaro, também entrou de vez no radar da CPI.

Para políticos ouvidos pelo blog, o senador passou recibo ontem ao reagir à citação a seu nome pelo relator Renan Calheiros. Gravou vídeo dizendo que não tem relações com o dono da Precisa, mas admitiu que abriu as portas do BNDEs para ele. E protestou contra o cerco da CPI a quem chamou de “amigos”. Entre eles, o advogado Frederic Wassef, que deu o tom de chanchada bolsonarista ao pior dia do governo: foi flagrado pela segurança do Senado escondido no banheiro feminino. Até Queiroz, o operador da rachadinha no gabinete de Flávio, se escondia com mais dignidade.

Flávio estaria por trás do nervosismo do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra. Era com Flávio que Bezerra falava ao celular sempre antes de fazer intervenções consideradas…digamos…malcriadas.

A grande dúvida em Brasília é sobre o comportamento que o presidente adotará em relação ao Centrão, que tem o deputado Ricardo Barros como um dos expoentes. Sem o golpe militar que Bolsonaro incentiva seus seguidores a pedirem, o governo vai precisar, mais do nunca, de Arthur Lira, o dono do impeachment. Só que ele, hoje, é dono do Centrão. Não dá para se afastar do Centrão — leia-se verbas — e ficar bem com Arthur Lira.

Bolsonaro, um deputado do Centrão, conseguiu se eleger com a imagem de político anti-centrão. Para forjar a ilusão, contou com um backing vocal fardado: o general Heleno cantou que “se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”.

A imagem de que militares puros, honestos, patriotas e técnicos iam salvar o Brasil da velha política se queimou. O maior escândalo do governo une esses dois elementos: o Centrão e o ministério mais militarizado: o da Saúde.

POR G1 POLÍTICA

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