Grupo de projetos sociais doa 400 refeições por dia na Capital

Por Redação, metro@svm.com.br 23:30 / 04 de Maio de 2020

Trabalho conjunto promove a entrega de quentinhas, materiais de higiene e cestas básicas diariamente para famílias mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus em bairros periférico como Vila Velha e no Centro

Trabalhar para o bem do outro é o foco da rotina de grupos que distribuem alimentos e materiais de higiene durante a pandemia da Covid-19 no Ceará. Essa função, cujo retorno supera o ganho financeiro, guia a equipe da Companhia Vidança, no bairro Vila Velha, na entrega de 200 marmitas e 200 porções de sopa, em média, todos os dias. Em um mês, o grupo distribuiu mais de 800 cestas básicas, que incluem frutas e verduras, além de kits com materiais de higiene e máscaras de proteção.

Com o decreto estadual de fechamento dos serviços não essenciais, o grupo precisou se adaptar para as ações. “Quando percebemos que tinha de parar, e as crianças se alimentam na Vidança, as perguntas começaram a vir: ‘tia, a gente pode ir buscar os lanches?'”, relata Anália Timbó, idealizadora da companhia, que conta com parcerias como o projeto Auê Feira, Mais Nutrição e Instituto da Primeira Infância (Iprede).

Além da pandemia, os impactos da quadra chuvosa geraram outras demandas, principalmente nas periferias. “Recebemos 50 redes de uma fábrica para fazer doações às famílias, porque choveu muito e a casa deles é na beira do mangue, fica tudo alagado, e muitos dormem no chão em colchões. Também recebemos 30 mantas para entregar para as famílias”, ressalta.

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Cozinha solidária

Todos os sábados da chef de cozinha Liliane Pereira são dedicados à produção de 370 refeições, em média, para pessoas em situação de rua no Centro de Fortaleza, ou organizações parceiras. “Nós recebemos doações da sociedade, cada refeição tem o valor de R$ 6,00 e as pessoas doam quantas queiram e fazem acontecer”, explica.

Os valores são usados para a compra dos insumos, embalagens e outros custos para a preparação das marmitas, que totalizaram 1.070 unidades em abril. Para maio, o objetivo é alcançar a marca de 2 mil, e “a ideia é manter viva essa ação em nome daqueles que precisam de alimentação e não podem pagar”, como ressalta Liliane. O grupo recebeu cerca de 1.200 garrafas de água e de suco para completar as refeições.

No total, dez voluntários e três funcionários do restaurante O Banquete, onde os alimentos são preparados, se mobilizam para atender a demanda. “Quando a gente chega, pedimos que (os beneficiários) formem filas e, por incrível que pareça, eles obedecem. Às vezes, sai um pouco do controle, mas em geral eles colaboram muito com as regras”, pondera.

De domingo a domingo, a integrante da Vidança, Suzy Gomes, 38, contribui no recebimento das doações e na entrega das marmitas e kits de higiene para as famílias cadastradas no projeto e para a comunidade.”As pessoas que vêm buscar alimentação relatam que trabalhavam, alguns eram bem carentes, e agora com a pandemia muita gente está em casa, desempregada, e necessitando dessas doações”, acrescenta.

Suzy também percebe a necessidade de mais doações, devido à alta demanda. “Quando acaba, vem mais gente procurando comida e a gente não tem para dar. Recebemos 200 marmitas, mas a quantidade de gente está sendo maior”, lamenta, definindo esse como o momento mais difícil do trabalho.

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