Januário: o capitão do 3º tetra do Ceará

Escrito por Dênis Medeiros e Tom Alexandrinojogada@svm.com.br 00:19 / 14 de Dezembro de 2020. Atualizado às 07:40 / 14 de Dezembro de 2020

O capitão do terceiro tetra do Ceará conversa sobre idolatria no futebol potiguar, fala dos momentos inesquecíveis que viveu no alvinegro cearense e se declara à capital Fortaleza

Antonio Januário Martins de Oliveira, mais conhecido como Januário é o personagem deste domingo na Verdinha, no programa “Bate-papo com os craques”, que foi ao ar 10h, com Dênis Medeiros e Tom Alexandrino. Ídolo no futebol potiguar e cearense, com boas passagens no ABC e no Ceará, Januário hoje mora em Fortaleza e explica o amor pela capital cearense.

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“Minha mulher é carioca e eu sou mineiro. Quando saí do ABC fui jogar no América-RN, maior rival do ABC, e pelas torcidas serem rivais a passagem não foi legal. Descobri que havia um interesse do Dimas Filgueiras e vim para o Ceará. Daí, fui ficando, gostando da cidade e hoje moro aqui. Fortaleza é um ótimo lugar para viver”, disse o ex-jogador.

A carreira do volante começou em 1987 no Porto Alegre do Rio de Janeiro, depois jogou no Bangu, passou pelo futebol português e Paysandu, até chegar no futebol nordestino. Foi no ABC de Natal que Januário começou a viver o auge da carreira. Ídolo do clube potiguar entre os anos de 1997 e 1998, acabou indo jogar no América-RN e vivenciou a dificuldade de jogar no maior rival após o sucesso no clube antecessor.

“Teve um jogo que eu fiz dois gols e fui vaiado pela torcida. Os torcedores do América não esqueciam que eu tinha sido ídolo do ABC e era um negócio chato demais, por isso eu saí”, desabafou o ex-volante.

Depois do sucesso pelo ABC e a falta de empatia no América, decidiu vir brilhar em solo cearense, depois de um pedido de Dimas Filgueiras, pessoa pelo qual tem um apreço enorme. Januário recorda com carinho toda campanha do time tetracampeão cearense e também da liderança que exercia dentro de campo.

“Se tem um cara que fez muito pelo Ceará foi o Dimas Filgueiras. Ele foi um grande treinador e me ajudou demais. Eu sou eternamente grato a ele. O nosso time era muito bom, tinha muito jogador de qualidade. Era um orgulho ser capitão daquela equipe. Hoje em dia eu vejo muito capitão que não abre a boca no campo de jogo, passa a partida calado”, ressaltou.

Por ter sido importante na conquista do terceiro tetra do vozão, Januário sabe que ficou marcado na história do clube. Apesar de ser mineiro, se radicou na capital alencarina, onde criou os dois filhos. Se engana quem pensa que o volante histórico do alvinegro abandonou o futebol, muito pelo contrário, ele ainda acompanha todos os passos do time de coração, o Ceará.

“Eu assisto todos os jogos do clube. Eu gosto do trabalho do Guto Ferreira e penso que com ele o Ceará vai longe. Em relação ao meu tempo de jogador, eu sou muito grato a toda torcida por ter me recebido tão bem por aqui”, concluiu.Quero receber conteúdos exclusivos de esporte


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