Pandemia e isolamento levam o Brasil para a sua mais profunda recessão

Por Egídio Serpa, egidio.serpa@svm.com.br 06:16 / 14 de Maio de 2020 ATUALIZADO ÀS 06:18

Ministério da Economia prevê queda de 4,7% do PIB neste ano, mas economistas fora do governo falam em um tombo de mais de 5%.

Em março passado, quando a pandemia do coronavírus dava os primeiros sinais no Brasil, o Ministério da Economia previa um crescimento de 0,002% do PIB.

Ontem, a mesma fonte anunciou que a economia brasileira deverá registrar uma queda de 4,7% neste ano.

Previsões de economistas de fora do governo indicam que essa queda será maior – de 5% ou mais.

Nos cálculos da equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, a inflação fechará este ano em 1,77%.

A atividade econômica está praticamente paralisada em todo o País por causa do isolamento social, que no Ceará está no modo rígido.

A consequência só poderia ser a que se vê: empresas fechando, desemprego aumentando e já alcançando 20% da PEA – a População Economicamente Ativa.

O Brasil entrou na mais profunda recessão de sua história.

Ela só não é pior porque o setor do agronegócio – responsável pela produção, armazenamento, transporte e distribuição dos alimentos que abastecem a população – mantém sua plena atividade.

De acordo, ainda, com o Ministério da Economia, cada semana de isolamento social representa uma perda de R$ 20 bilhões para o País.

Um documento distribuído, ontem, pelo Ministério da Economia revela:

“Do ponto de vista econômico, os efeitos do coronavírus sobre a economia brasileira podem ser descritos em três períodos:

Período (1), em que a economia recebeu os primeiros choques (a partir de fevereiro até o fim de março);

Período (2), iniciado em abril, marcado por choques secundários e crise sobre o emprego, a renda e as empresas;

E Período (3), que se sucederá ao abrandamento ou fim das medidas sanitárias de contenção, em que se dará a retomada econômica”.

Então, resta orar a Deus para que tudo passe logo.

ENTENDIMENTO

Empresários do agronegócio e autoridades da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará iniciaram, ontem, entendimentos sobre a questão da importação de insumos para a produção agrícola, que nos últimos 23 anos foram isentos de ICMS.

Há muito boas possibilidades de um final feliz que atenda às duas partes envolvidas na questão.

MUCURIPE

Revela a Companhia Docas do Ceará:

De janeiro a abril deste ano, os granéis sólidos lideraram a movimentação de cargas do Porto do Mucuripe, que saltaram de 584 mil toneladas, em igual período de 2019, para 715 mil toneladas em 2020.

OPORTUNIDADES

Dirigidas a pequenos produtores de leite e à sua rede varejista, a Betânia Lácteos está promovendo vídeo conferências com palestras técnicas.

Ontem, o CEO da empresa, Bruno Girão, o presidente da Solar Coca-Cola, André Salles, e o diretor técnico do Sebrae, Alcy Porto, falaram sobre as oportunidades do varejo durante e depois da pandemia.

DÓLAR

Está feia a coisa com o dólar chegando perto dos R$ 6.

Tem a ver com o anúncio do FED, segundo o qual os EUA terão um tempo maior de baixo crescimento.

Tem a ver muito mais com o clima da política brasileira – reina a desconfiança de que Jair Bolsonaro não terá apoio no Congresso para a aprovação das reformas que faltam.

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