Quarentena movimenta venda de artigos para exercícios físicos

As vendas de equipamentos para atividades físicas cresceram 187% no comércio eletrônico no Brasil, durante o isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus. Os números, da pesquisa realizada pela empresa Konduto, mostram que o mercado esportivo não está entre os afetados negativamente pela crise econômica.

Com as academias de portas fechadas e sem previsão de retorno, os praticantes de exercícios encontraram alternativas para não abrir mão da rotina de treinos em casa. Somente a Netshoes, uma das principais companhia do segmento do País, registrou aumento de 2100% na comercialização de cordas desde o início da quarentena, em março. Já as compras de halteres, colchonetes e tapetes saltaram 2000%.

A economista Alessandra Araújo explica que o setor já estava em ascensão, considerando as mudanças de hábitos de consumo e estilo de vida mais saudável do consumidor contemporâneo.

“Esse fenômeno de vendas já vinha em expansão nos últimos anos”, avalia. “Mas as medidas de isolamento social do coronavírus serviram para incentivar as pessoas a comprar artigos de treino, a fim de que elas consigam manter as atividades físicas”, complementa.

Outras mudanças foram na acessibilidade e na grande oferta de videoaulas de educadores físicos. Diversas academia, inclusive, estão aderindo ao modelo e auxiliando os alunos por meio das redes sociais. Essa tem sido a forma do personal trainer Eudes Lima, 33, continuar assessorando os clientes. De acordo com ele, a ferramenta não é novidade para a área, mas, agora, se tornou imprescindível.

“As aulas por vídeo já existiam antes deste período de isolamento social. Já fazemos isso no serviço de consultoria online, principalmente, quando o consumidor mora em outra cidade. O que é novo, para mim, é a frequência que estou dando as aulas por vídeo. Porque nossos clientes presenciais também estão utilizando a plataforma”, afirma.

As empresas também estão aderindo às ferramentas digitais para ajudar o público nas atividades físicas e, consequentemente, garantir a relação com o público e atrair novos clientes. A rede Smart Fit, por exemplo, criou a plataforma “Treine em Casa”, que oferece diversos vídeos para qualquer pessoa treinar, seja cliente ou não.

Já a rede Greenlife está utilizando o Instagram para disponibilizar exercícios e dicas de nutrição, além de uma playlist no Spotify. Seguindo as aulas online, a AYO Fitness Club oferece uma programação de lives e gravações em seu Instagram. Além disso, também passou a alugar kits e aparelhos para práticas em domicílio.

“Sempre fiz atividades físicas diariamente na academia. Com o isolamento, ficou inviável. No começo, eu não tinha uma rotina de exercícios em casa e já estava sentindo alterações no meu corpo, como muito sono e alimentação desregulada, mudanças de humor e muita preguiça. Por isso, resolvi voltar a fazer exercícios pelas plataformas na internet. Consegui montar minha rotina de treinos em casa”, destaca o universitário Lucas Bessa, 20. 

O professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Corecon), Lauro Chaves, frisa que a crise afetará todos os setores de maneira forte. Mas também movimentará setores de esportivos e de alimentação saudável.

Sobre a locação de equipamentos para o setor enfrentar a recessão, Lauro explica que isso necessita de uma manutenção, funcionários para a instalação dos aparelhos, além de cuidados de higiene. Questões que, na opinião dele, podem tornar o aluguel economicamente inviável para os empreendimentos.

Confira cinco aplicativos que ajudam no treino em casa

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pressionou rápidas mudanças de hábitos. Quem estava acostumado a idas a academia agora tem de se virar com os aparelhos em casa ou mesmo utensílios domésticos para substituir algumas equipamentos de musculação. Já os sedentários têm agora mais tempo para o exercício físico, sem muitas chances de desculpas. Independentemente da situação, o treino requer acompanhamento de um profissional. O POVO lista cinco aplicativos disponíveis para usuários Android 
e iOS que podem te ajudar nesse desafio

Nike Training Club

Nele, você encontrará quase 200 treinos disponíveis e gratuitos, que duram de 7 a 45 minutos. Ideal para quem está há algum tempo sem treinar, pois pode optar pelos níveis: iniciante, intermediário e avançado.

Adidas Runtastic

Você encontrará planilha de treinos, dicas de leitura e recomendações nutricionais. Devido à quarentena, a Adidas disponibilizou grátis por 90 dias de assinatura para ter toda a experiência Runtastic.

Endomondo

Os usuários podem falar com os amigos em tempo real enquanto se exercitam, criar competições entre eles, lançar desafios e compartilhar tudo pelas redes sociais. Muitas funcionalidades 
são grátis, mas a versão premium custa 
US$ 3,99 por mês.

FitNotes

O FitNotes monta um registro de treino para acompanhar o que está fazendo e cria rotina de exercícios personalizadas.

Google Fit

Exibe ao usuário estatísticas para análise e metas a serem conquistadas. Com uma linguagem bem simples e didática

Por Victor Hugo Pinheiro

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