“Shuba B” deu ao Porto do Pecém um autêntico selo de qualidade

Escrito por Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br 06:15 / 31 de Agosto de 2020. Atualizado às 06:48 / 31 de Agosto de 2020

Toda a operação de um dos maiores “full containers” do mundo, realizada sábado e domingo passados, confirmaram as informações técnicas do porto, que é mesmo um dos melhores do País.

Para além dos mais de 200 contêineres cheios de melão plantados e colhidos no Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia que carregou e agora transporta para portos europeus, o navio “Shuba B”, um dos maiores “full conteiners” do mundo, com o comprimento de três quarteirões e meio, escreveu sábado, 29, mais uma página importante da história do Porto do Pecém. 

Primeiro da nova geração de grandes navios a atracar no Pecém, o “Shuba B” confirmou, na prática, todas as informações técnicas sobre aquele terminal: a embarcação manobrou sem problemas, atracando num dos berços do Terminal de Múltiplo Uso (TMUT), carregando, desatracando e evoluindo novamente para a sua viagem de uma semana até o litoral europeu.

Os diretores da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial de Portuário do Pecém (CIPP S/A) ainda celebram o êxito de toda a operação do “Shuba B”.  

Agora com um sócio importante – o Porto de Roterdã – a CIPP S/A, presidida por Danilo Serpa, é uma empresa com autonomia administrativa, técnica e financeira (não recebe um centavo do Tesouro estadual cearense), livre para atrair empresas nacionais e estrangeiras. 

Neste momento, por exemplo, sua diretoria comercial, liderada por Duna Uribe, trata da trazer para a ZPE-Ceará, controlada pela CIPP S/A, empresas industriais beneficiadoras de rochas ornamentais extraídas do solo cearense – mármores e granitos. 

E também avança nas providências para a implantação de um parque de tancagem de combustíveis na área do complexo. 

POBRES E PROBOS

Leitores desta coluna – sexagenários, septuagenários e octogenários – enviaram mensagens sobre o comentário aqui divulgado na edição de sábado, 29, sugerindo que o caótico governo do Rio de Janeiro procure o do Ceará para aprender a administrar o bem público. 

Eles lembraram – com o objetivo de fazer justiça e reforçar a tese – que, a exemplo do que se passou de Tasso Jereissati (1987) até Camilo Santana (hoje), também não houve escândalos de corrupção nos governos de Raul Barbosa, Paulo Sarasate, Virgílio Távora, Plácido Castelo, César Cals, Adauto Bezerra e Gonzaga Mota. 

E citaram Virgílio Távora, César Cals e Plácido Castelo como “homens pobres e probos”, com estilo simples de viver e de  tratar as pessoas. 

Gonzaga Mota, por exemplo, vive hoje como viveu antes de ser governador e durante o seu mandato – modestamente e suportado pelos proventos de professor aposentado da UFC. 

Esta coluna insiste: o melhor do Ceará é o cearense.

APLICATIVO

Genuinamente cearense, a Aval Tecnologia, pilotada por André Quinderé, acaba de celebrar parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Norte do Paraná, que tem 126 empresas associadas. 

A Aval criou o aplicativo Agilan que será usado pelos construtores do norte paranaense. 

Esse app é voltado para o setor da construção. 

Suas virtudes: ele acelera em 10% a velocidade de produção das obras, amplia em até 15% a produtividade da mão de obra e – aqui está o diferencial – reduz em até 60% o custo da construção. 

É a sopa no mel.

BARRAGEM

Amanhã, 1º de setembro, engenheiros de uma consultoria independente – contratada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) – iniciarão o trabalho de apuração das causas do rompimento da tubulação de aço da barragem de Jati, no Sul do Ceará, cujas obras de recuperação serão concluídas ao longo do dia de hoje. 

A tubulação rompeu na junção com um anel de concreto. 

Essa tubulação é que despeja, à jusante, a água da barragem no Canal no Canal Norte do Projeto São Francisco, que a transporta para os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

ATRASADAS

Obra pública atrasa sempre. Por que? 

Há várias respostas: a empreiteira é ruim de serviço, o órgão que contrata não tem dinheiro para manter o calendário de desembolso, os materiais usados têm baixa qualidade etc etc. 

Aqui, há obras que se arrastam, e nem vale a pena citá-las, porque o leitor já as conhece de cor e salteado.

SENAI-CEARÁ

Uma pesquisa nacional de acompanhamento de egressos do Senai no triênio 2018-2020, apurou o seguinte: 100% das empresas entrevistadas declararam que preferem contratar profissionais que estudaram em cursos de aprendizagem e cursos técnicos do Senai-Ceará. 

Tem mais: no quesito taxa de ocupação de egressos no mercado de trabalho do setor industrial, que demonstra o percentual de ex-alunos que estão trabalhando na indústria, foram apresentados os seguintes números: 

Nos cursos de aprendizagem industrial, enquanto a porcentagem brasileira é de 59,1%, a do Senai-Ceará é de 62%; 

Nos cursos de qualificação profissional, o Brasil apresenta 66,6% e o Ceará 76,9% de empregabilidade; 

E, por fim, nos cursos técnicos, o Brasil apresenta 73,8% e o Ceará 80,5%. 

Ricardo Cavalcante, presidente do Sistema Fiec, e Paulo André Holanda, diretor-geral do Senai-Ceará, celebram os resultados.

LAMENTÁVEL

Nos dois dias em que esteve no Ceará, visitando empreendimentos do setor agropecuário cearense, o agrônomo Xico Graziano tomou um susto ao saber que é proibido fazer pulverização aérea de defensivo agrícola no Ceará. 

“Meu Deus, que atraso”, comentou ele.

BETÂNIA

Semanalmente, o grupo Betânia Lácteos promove, por vídeo conferência, palestras técnicas para seus milhares de fornecedores de leite, no CE, PE, SE e BA. 

São autênticas aulas práticas que orientam o pequeno produtor de leite a como produzir mais e melhor, com menos custos. Um bom exemplo a ser seguido.

TINTAS
Boa notícia! A indústria cearense de tintas já opera com quase 90% de sua capacidade instalada, segundo revela a esta coluna o diretor de uma das maiores empresas do setor. 

A mesma fonte diz: “O pior já passou. Agora, é o melhor.”EGÍDIO SERPA



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