UFC adota protocolo de segurança especial contra a Covid-19

Por Redação, jogada@svm.Com.Br 23:00 / 13 de Maio de 2020

Medidas de segurança sanitária são utilizadas em todos os atletas e em seus treinadores, mas apresentaram falhas durante as lutas do último sábado (9). Hoje, um novo evento coloca brasileiro no card principal

O Ultimate Fighting Championship (UFC) foi, em meio às controvérsias, um dos poucos eventos esportivos a retornar às atividades durante a pandemia da Covid-19. Hoje, o VyStar Veterans Memorial Arena, em Jacksonville, na Flórida, recebe o brasileiro Glover Teixeira diante do americano Anthony Smith pela categoria peso meio-pesado, a partir das 22 horas.

Já no último sábado (9), vários confrontos ocorreram com um extenso protocolo de cuidados contra o novo coronavírus. Porém, no octógono, as medidas adotadas não foram as recomendadas.

O árbitro central não usava máscara, assim como o repórter oficial do evento, entrevistando os lutadores normalmente, e membros das equipes técnicas retirando o acessório de segurança durante orientações.

Lista de protocolos

Antes do evento ocorrer, os atletas passaram por várias etapas de cuidados sanitários adotadas pela organização. Ao chegar na Flórida, onde o isolamento social passa por flexibilização, os lutadores foram testados em uma 1ª avaliação médica, além de responderem a um questionário e, em seguida, a dois testes: coleta de secreção nasal, para determinar se são portadores ativos, e a de sangue, para verificar os anticorpos.

O UFC realizou 1.200 testes em 300 pessoas na última semana e os outros 23 lutadores agendados para lutar tiveram resultado negativo para Covid-19.

Além dos testes, os atletas devem prezar pelo distanciamento e pelo uso de máscaras em todas as atividades no hotel onde estão isolados. As avaliações médicas são diárias, devendo o lutador passar, no máximo, 40 minutos no quarto, que passa por 20 minutos de desinfecção depois. Horários específicos para as refeições de cada equipe também foram estabelecidos para limitar o contato.

Os atletas são obrigados a utilizar máscara, assim como a comissão técnica, que deve usar luvas também. Não há torcida presente no local. A tradicional encarada entre os adversários manteve certa distância e a pesagem cerimonial não ocorreu. Apesar dos vários cuidados, o brasileiro Ronaldo Jacaré foi confirmado com o vírus antes de seu combate contra o jamaicano Uriah Hall, cancelado no sábado (9).

Os dois membros da equipe do capixaba também testaram positivo e estão isolados, conforme explica a nota da organização do evento.

“Os três foram retirados do hotel e colocados em auto-isolamento. O time médico do UFC vai monitorá-los remotamente e prover toda assistência e tratamento necessários”, explica a nota.

Segundo a organização, nenhum outro teste positivo para o novo coronavírus foi confirmado entre os competidores, “um indicativo da eficiência das medidas de saúde e segurança que o UFC impôs para esse evento”.

O protocolo para a imprensa também recebeu atenção. Hoje, cerca de 10 jornalistas vão cobrir as lutas, além de participarem de um Media Day virtual. Amanhã, entrevistas com os atletas dos próximos eventos vão ocorrer de modo virtual.

Sem críticas

Qualquer atleta do evento que criticar o protocolo de segurança sanitária pode sofrer penalidades, como a perda de prêmios conquistados no UFC 249, bônus e até sua bolsa de luta.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de afetados pelo vírus: são mais de 1,38 milhão de infectados além de mais de 81 mil mortos. Na Flórida, onde ocorre o evento, o governador republicano Ron DeSantis classificou os esportes como serviços essenciais no dia 9 de abril.

O Estado contabiliza mais de 41 mil casos da Covid-19, com mais de 1.700 mortes. Em lockdown na cidade de Danbury, em Connecticut, o brasileiro Glover Teixeira treina de forma isolada para seu confronto de hoje contra Anthony Smith.

“Minha academia está fechada. Só abre para eu treinar uma vez por dia. Preparação física eu estou fazendo em casa mesmo, na garagem. Estou super bem preparado para os cinco rounds”, revelou o lutador ao Canal Combate.

Vencedor do confronto contra o americano Niko Price no card preliminar do último sábado (9), o brasileiro Vicente Luque havia apoiado o retorno esporte. “Eu quero lutar não só por mim, mas para poder levar um entretenimento para quem está em casa. Não tem nenhum esporte rolando e a gente vai poder fazer uma luta para os fãs”, disse.

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